Corinthians pede extensão de prazo para quitar dívida de R$ 190 milhões e enfrenta pressão na Justiça
Clube busca mais 180 dias para negociar com credores e evitar ações judiciais
O Corinthians não conseguiu cumprir o prazo de 180 dias para a implementação do plano de pagamento da dívida que soma cerca de R$ 190 milhões. Com a data limite expirando na última semana, o clube recorreu à Justiça para solicitar uma prorrogação de mais seis meses e assim tentar evitar consequências mais graves.
A determinação do tribunal previa que o time paulista tomasse todas as providências necessárias para homologar o plano e iniciar os pagamentos, sob o risco de que os credores retomassem suas execuções individuais contra o clube. A falta de cumprimento do combinado preocupou os credores, que passaram a pressionar judicialmente o Corinthians.
O empresário André Cury foi um dos primeiros a se posicionar sobre o atraso. Ele solicitou ao tribunal uma ação urgente para desbloquear liberação de recursos e agilizar a análise das impugnações apresentadas ao plano, alertando que o atraso está gerando prejuízos aos credores. Caso as execuções individuais avancem, isso poderá resultar em uma série de penhoras nas contas do clube.
Reconhecendo a gravidade da situação, o Corinthians destacou em sua petição que permitir que credores atuem isoladamente poderia causar uma liquidação desordenada dos ativos do time. "Em uma verdadeira 'corrida', os credores mais agressivos atingiriam os principais bens rapidamente, o que prejudicaria a expectativa da maioria em receber seus créditos", afirmou a defesa do clube.
Para evitar um cenário caótico, o Corinthians pediu uma extensão do prazo em 180 dias para preservar a estrutura do processo. O clube ressaltou que o Regime de Centralização de Execuções (RCE) é uma ferramenta complexa e ainda aguarda a finalização do texto do plano de pagamento. Segundo o clube, apenas quatro credores têm apresentado resistência: os empresários André Cury, Carlos Leite, Walter Caetano e a antiga patrocinadora Pixbet.
Nesse contexto, foi solicitado que seja instaurada uma mediação envolvendo esses credores divergentes, com o propósito de garantir que os demais não sejam afetados negativamente pelo impasse. O Corinthians reforçou que iniciou o RCE para buscar o suporte do Judiciário e dos credores na superação da delicada situação financeira que enfrenta, destacando o caráter público e o sucesso do regime ao preservar a instituição centenária.
Por fim, o pedido de prorrogação do prazo já foi levado a uma reunião com membros do tribunal na semana passada, mas até o momento a Justiça ainda não se manifestou sobre a solicitação. Em paralelo, o Corinthians se prepara para seus próximos compromissos no Brasileirão, contra São Paulo (20/11), Cruzeiro (23/11) e Botafogo (30/11).
Fonte: Cartão Azul Oficial
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